A incrível ligação do álbum do Pink Floyd com o filme O Mágico de Oz

Existe uma misteriosa sincronia entre o álbum The Dark Side of The Moon do Pink Floyd e o filme O Mágico de Oz

Embora a banda negue a existência de qualquer conexão entre as duas obras, existe uma sincronia entre o oitavo e super aclamado disco do Pink Floyd, The Dark Side of The Moon, lançado há exatos 44 anos atrás, em 24 de março de 1973, com a versão original do filme O Mágico de Oz. Há diversos momentos em que uma obra corresponde a outra, seja por parte das letras das músicas ou pela sincronia áudio-visual.

Em abril de 1995, começou a rolar pela internet o boato de que o álbum, quando tocado junto ao filme O Mágico de Oz, de 1939, traria muitas sincronias entre as músicas e as cenas do longa.

Poucos meses depois, o jornalista Charlie Savage passou a investigar as semelhanças entre as duas obras, publicando suas descobertas e incentivando os leitores a tirar suas próprias conclusões. Mesmo que os músicos da banda tenham negado em várias oportunidades que o filme tenha exercido qualquer influência na produção do álbum, o mito ganhou vida própria. E não dá para negar que as coincidências (se é que são coincidências) são muitas.

Logo, esta sincronia foi batizada pelos fãs com nomes bem sugestivos como Dark Side of the Rainbow, relacionando o título do album com icônica canção do filme Over the Rainbow ou The Dark Side of the Oz, juntando os dois títulos do album e do filme.

Imagem mesclando a personagem central do longa, Dorothy, com a capa do álbum do Pink Floyd

Imagem mesclando a personagem central do longa, Dorothy, com a capa do álbum do Pink Floyd

Para “fazer a mágica acontecer” entre as duas obras, deve-se colocar o filme original com o volume da TV sem som e colocar o album do Pink Floyd para começar a tocar exatamente quando o leão da MGM dá seu terceiro rugido.

Paródia com os 4 personagens escutando o Dark Side of the Moon

Paródia com os 4 personagens escutando o Dark Side of the Moon

Veja abaixo a descrição e as fotos de alguns momentos marcantes onde acontece esta sincronia. E no final desta materia, confira em video o efeito mágico desta fusão

 0’08” – Para que a experiência dê certo, o álbum deve começar a tocar exatamente quando o leão da MGM dá seu terceiro rugido no filme

 4’01” – Enquanto Dorothy se equilibra na cerca do chiqueiro da fazenda, como se estivesse em uma corda bamba, a música “Breathe” canta “equilibrado(a) na maior onda”

 4’09” – Dorothy cai por acidente dentro do chiqueiro depois de tentar caminhar pela cerca. A queda marca o início da música “On The Run”, muito mais tensa e acelerada

 8’02” – Os despertadores no início de “Time” meio que “acordam” Dorothy, que sonhava com um lugar bonito e livre de problemas

 11’05” – Ainda na música “Time”, quando a letra diz “ninguém lhe disse quando correr”, a cena muda para Dorothy fugindo de casa com Totó, seu inseparável cachorrinho

 13’54” – “Breathe” se repete no álbum, inserida no final de “Time”, e seus primeiros versos são “Casa, em casa novamente” – no filme, o vidente diz a Dorothy voltar para sua casa

 16’11” – Conforme o tornado começa, a música “Great Gig In The Sky” fica mais agitada e ouvimos um gemido – análogo aos gritos de Dorothy no filme, talvez?

 19’32” – Quando Dorothy vê a Terra de Oz pela primeira vez, a música “Money” se inicia. Essa é a primeira cena colorida em todo o filme, e “Money” é a primeira faixa do lado B do vinil

 21’13” – Quando Glinda, a Bruxa Boa do Norte, vem flutuando em uma bolha para recepcionar Dorothy na Terra de Oz, a letra de “Money” diz: “não me venha com essa bobagem de que fazer o bem é bom”

 33’45” – Dorothy se despede dos munchkins e da Bruxa Boa do Norte para iniciar sua jornada por conta própria. A transição da cena marca o início da música instrumental “Any Colour You Like”

 37’26” – Dorothy encontra o Espantalho. Sem cérebro, ele canta o que faria se tivesse um. Enquanto o Espantalho dança, os versos iniciais da música “Brain Damage” (“dano cerebral”) repetem a frase “o lunático está na grama”

 42’38” – No final de “Eclipse”, é possível ouvir batimentos cardíacos – bem no momento em que Dorothy põe os ouvidos no peito do Homem de Lata para descobrir que ele não possui coração

Veja agora o resultado desta incrível experiência em vídeo:

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3:

Parte 4:

FONTES: The Fort Wayne Journal Gazette, revista VEJA, Wikipédia e sites Priceonomics, Mundo Estranho e Know Your Meme

 

 

 

Baú do Rock

About the Author: Tomaz Sussekind

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