Renato Russo foi colega de escola de Geddel mas o achava insuportável - O MELHOR DA MÚSICA NA WEB

Renato Russo foi colega de escola de Geddel mas o achava insuportável

Geddel que tinha o apelido de “Suíno” foi da sala do Renato na década de 70, em Brasília, no Colégio Marista.

O nosso saudoso e eterno líder da Legião Urbana, Renato Russo, em sua época da banda Aborto Elétrico compôs um hino atemporal de indignação referente a política – “Que País é Esse” – com frases como “No Senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a Constituição” e “Vamos faturar um milhão quando vendermos todas as almas”. Talvez isso tenha sido uma premonição ou quem sabe, tenha sido inspirado em um ex-colega de escola, que desde cedo dizia que queria ser político.

Dentre os milhares de escândalos envolvendo corrupção e propina, a mais recente figura em evidência é o ex-Ministro Geddel, preso na última sexta-feira, dia 8, após a descoberta escandalosa e vergonhosa de uma fortuna de R$ 51 milhões em malas de dinheiro escondida em um de seus apartamentos.

A grande novidade é que no livro biográfico “Renato Russo: O filho da Revolução”, do jornalista Carlos Marcelo, consta que Renato foi da mesma turma de Geddel Vieira Lima, quando ele ainda morava em Brasília na década de 70, no Colégio Marista.

Geddel, que na época já afirmava que pretendia entrar para a politica, era um cara mal visto por alguns que o apelidaram de “Suíno”, o jovem riquinho e esnobe que ia para escola em um Opala verde e não se dedicava aos estudos. Renato Russo sempre buscou se distanciar dele, pois o classificava como alguém insuportável.

Leia o trecho do livro onde essa relação entre os dois é abordada:

Rigoroso na hora de selecionar os colegas de grupo, ele (Renato) convida Maria Inês Serra e mais dois ou três felizardos que se mostraram dispostos a executar a tarefa como ele planejaria. Tinha gostado de trabalhar com Inês em uma pesquisa sobre cantigas de roda – esforço alheio representava fator decisivo para a escolha. Deixa claro (a ponto de despertar antipatia e criar fama de chato) que não carregaria ninguém nas costas. Apesar dos pedidos de colegas como Geddel Quadros Vieira Lima para entrar no seu grupo pela garantia de notas altas na avaliação final. Filho do político baiano Afrísio Vieira Lima, o gordinho Geddel era um dos palhaços da turma. Chegava no colégio dirigindo um Opala verde, o que despertava a atenção das meninas e a inveja dos meninos – que davam o troco chamando-o de “Suíno”. Tinha sempre uma piada na ponta da língua; as matérias, nem sempre.

— Eu vou ser político!

O jeitão expansivo garantia popularidade entre os colegas, mas não unanimidade. “Ele é in-su-por-tá-vel!”, justifica Renato para Maria Inês, dividindo as sílabas de forma enfática, ao sentenciar a proibição da entrada de Geddel em seu grupo.”

About the Author: Tomaz Sussekind

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