Ømni: o grandioso novo álbum do Angra

Com faixas marcantes, participações ousadas e edição bem trabalhada, a banda lança seu melhor trabalho desde o “Temple of Shadows” .

Desde a entrada do vocalista Fabio Lione (Rhapsody of Fire) e do baterista Bruno Valverde, o Angra, sob o evidente comando de Rafael Bittencourt, vem buscado imprimir sua nova identidade enquanto grande banda do cenário do metal nacional. As frequentes alterações na formação desde sua era clássica transformaram o som e o estilo do grupo ao longo do tempo.

Com o lançamento do álbum “Secret Garden” no início de 2015 (no Brasil), os fãs tiveram a primeira impressão de como seria a sistemática da banda daí em diante. O disco, que conta com faixas marcantes como “Newborn me”, “Black Hearted Soul” e “Final Light”, foi bem recebido pela crítica, mas não chegou a ser considerado um trabalho revolucionário (nem esta era sua proposta, de fato).

Contudo, mesmo com a saída definitiva de Kiko Loureiro, que tomou seus rumos junto ao Megadeth, substituído pelo grande Marcelo Barbosa, foi no Ømni que o grupo explorou com maestria a qualidade técnica de seus membros e, principalmente, a criatividade e a melodia de suas composições.

Um marco na história da banda

Ømni

A capa do novo álbum, Ømni

O Ømni é um álbum definitivamente marcante para o Angra, pois não se traduz somente num grande trabalho da formação atual, mas se enquadra entre os melhores discos do grupo desde sua formação clássica.

Na opinião deste pobre caveirão que vos escreve, é o melhor trabalho do grupo desde o emblemático “Temple of Shadows”, em que a banda estava em seu auge técnico, se assim pode-se dizer.

A já consolidada voz de Lione, as versáteis e técnicas linhas de bateria de Bruno Valverde e o conhecido timbre das guitarras, adornadas com as tradicionais misturas com ritmos brasileiros conferiram ao álbum músicas que já “nasceram clássicas”.

O disco começa com “Light of Transcendence”, uma música que empolga de cara, com a pegada “power” tradicional do grupo, cuja única fraqueza, talvez, fica por conta da falta de um refrão mais marcante, o que, contudo, não atrapalha o conjunto como um todo.

Logo em seguida temos o single “Travellers of Time”, que lembra muito a  pegada do disco anterior, mas já dá boas dicas do que está por vir adiante.

O (já) sucesso “Black Widow’s Web” dá continuidade. A faixa, que conta com a participação de Sandy (ela mesma!) e Alissa White-Gluz (Arch Enemy), chegou aos topo das paradas do Spotify Brasil esta semana e é do tipo que de fato gruda na cabeça.

E o trabalho segue com ótimas músicas como “Insania”, “The Bottom of My Soul” (a balada cantada por Rafael Bittencourt), a explosiva “War Horn”, que conta com a participação de Kiko Loureiro, “Caveman” (uma das nossas preferidas), “Magic Mirror”, “Always More” e a épica “Omni – Silence Inside”, esta última que traduz melhor o verdadeiro estilo do Angra, com arranjos e levadas “abrasileiradas”.

Claro, não poderia faltar o pequeno final orquestrado que resume todo o álbum (similar a “Gate XIII”, do Temple of Shadows): “Omni – Infine Nothing”.

Enfim: o Angra conseguiu, com este álbum, provar definitivamente que está em grande forma e que ainda é capaz, depois de tantos anos de estrada e tantos integrantes que entraram e saíram, de surpreender os fãs e a crítica. Uma verdadeira obra de arte!

Concluindo

É possível dizer, sem exageros, que Ømni é um dos grandes trabalhos do Angra, digno da força de seus discos clássicos. Um trabalho de composição, edição e gravação muito bem realizado, com melodias poderosas e prazerosas de se ouvir, capaz de agradar tanto aos fãs mais tradicionais quanto aos novos que só agora conhecem o trabalho.

Faixas

01 Light of Transcendence
02 Travalers of Time
03 Black Widow’s Web
04 Insania
05 The Bottom of My Soul
06 War Horn
07 Caveman
08 Magic Mirror
09 Always More
10 Omni – Silence Inside
11 Omni – Infinite Nothing

Links

Ømni no Spotify.
Angra no Facebook.

Baú do Rock

About the Author: Filipe Selvatici Santos