Marcelo Kalunga e o Rock sem Fronteiras – Por Fabio Mozer

Marcelo Kalunga e o Rock sem Fronteiras

Edição de vídeo por Alex Gamin

Denny Castro e Marcelo Kalunga

Você está diante de sua rede social predileta, quando uma voz ecoa pelo falante do seu smartphone,  e logo pressupõe,  lá vem mais um viral de dublagem da clássica Don’t Stop Believin da banda americana Journey,  e por alguns instantes fica aguardando um desfecho semelhante as típicas paródias desenvolvidas para angariar seu precioso click, os segundos se passam até que você perceba o engano, sob outra ótica (de admiração) passa a  contemplar o cenário simplório\ rústico, (que não gera nenhum prejuízo)  e um talento notório do vocalista!   

Rodrigo, Fabio Mozer, Denny Castro, Marcelo Kaunga e Ivan Fernandes

A narrativa acima,  revela como a redação do Baú do Rock conheceu o trabalho de Marcelo Kalunga, oriundo de Marabá, cidade do sudeste do Pará, com pouco mais de 270 mil habitantes, entre nós, foi unânime o desejo de partilhar com os seguidores de nossa fã-page a “modesta” apresentação, que em pouco tempo, viralizou nas redes sociais de forma expressiva, nos dando a certeza de que não estávamos vislumbrados, talento e carisma são latentes na performance que arrebatou milhões de visualizações,  e um “view”  desses foi o suficiente para trazer o Marcelo, a meca da Música no Brasil,  São Paulo capital.     

Marcelo Kalunga, Emiliano Mellis e Denny Castro

Dos bastidores, Emiliano Mellis (Eng. Agrônomo) não foi só mais um entre os milhões de expectadores virtuais, imbuído de uma atitude digna de ser reconhecida com a “honoris causa Rock and Roll” e por recursos próprios, patrocinou a vinda do Marcelo e o Denny de Castro, bem como custeou a hospedagem  em um imóvel, (mera coincidência)  pertencente a Binho Luthier, renomado no mundo musical por seus trabalhos de regulagem e restauração de instrumentos musicais,  profissão que exerce há mais de 20 anos na  rua Teodoro Sampaio,  executou serviços para músicos famosos, dentre muitos exemplos, Rita Lee. Sem sombra de dúvidas, não demorou para que o Marcelo arrebatasse o Binho a sua esfera de fãs, que rapidamente convertem-se em amigos, e com entusiasmo, concedeu o suporte de instrumentos e aparelhagem de som, adequados a apresentação.  (nesse momento é difícil não acreditar que tudo está predestinado)   

José Godóis, Seguidor assíduo de nossa  fã-page no Facebook,  é mais um envolvido nessa epopeia emblemática, (impossível fugir da redundância) pela atração magnética que circunda o artista e ele exerce muito bem sobre as pessoas, se propôs a nortear os caminhos dos marabaenses durante a estadia em São Paulo, bem como as “trilhas virtuais” assumindo também, sem remuneração, o papel de assessor, e imediatamente contatou nossa redação para que viabilizássemos a transmissão de uma live, afinal nosso canal repercutiu muito os vídeos do kalunga. Tudo foi tratado com muito apreço e o repertorio escolhido a dedo, caso não tenha tido a oportunidade de assistir, você pode conferir o link nessa matéria, vale cada minuto.  

Ao término da apresentação, tivemos o prazer de conhecer um pouco mais da história do exótico Marcelo Kalunga, aquém da figura virtual, com muita propriedade, nos contou sobre seus 30 anos de carreira, iniciou suas atividades ainda no colégio, sobre a influência da banda Britânica Led Zeppelin e do Brasileiro Raul Seixas que o tem como lendário. Segundo ele, a decisão de se tornar músico profissional focado no estilo Rock and Roll, traria consequências atreladas ao pré-conceito que sempre presenciou por suas vestimentas, ou estilo de cabelo, e por se considerar franzino, optou por “exercitar o cérebro para que sua língua respondesse com inteligência os

incautos!” destacou. Bastou poucos minutos de conversa para entendermos que não estávamos diante de um repetidor de discursos enlatados a gosto do freguês, pois ainda discorreu com muita eloquência sobre os rumos do Rock nacional, bem como os paradigmas que o assolam, “Rock não é só embriaguez, ilícitos e vômitos, rock é mais que isso, é atitude” enfatizou. Esse depoimento você pode conferir na integra no vídeo anexo a essa matéria que preparamos para vocês nobres “bauzeiros”

Nessa matéria, enfatizei a palavra “predestinado” com um objetivo, após findar a transmissão da live, e reunir as informações para confecção deste texto, bem como os depoimentos para a entrevista, chega o momento do repórter regressar ao lar, o horário já não permitia mais o transporte público, logo acionei o aplicativo de carros particulares,  haviam sete motoristas na proximidade, me direcionaram o veículo do Rodolfo Andrade de 39 anos, já no interior do carro, achei que ainda estava sobre a influencia do que havia escutado, pois jurava ter ouvido o refrão de Don’t Stop Believin que foi suprimido por uma motocicleta cortando o túnel em que estávamos, abordei o motorista, que me respondeu sem titubear, era essa música sim,  eu só escuto (uma famosa rádio homônima a banda Kiss) o dia todo, o Sr Gosta de rock ? a viagem demorou cerca de 50 minutos, vocês até imaginam o que conversamos né ? caberia outra matéria fácil.

Sendo Celebridades ou Anônimos temos a certeza da força do Rock em tempos modernos, pois o engajamento de pessoas, antes desconhecidas, unindo-se pela legitimidade de um artista,  é o proposito que nos concede a força necessária e nos impulsiona a sermos o Baú do Rock!  Seja no Rock in Rio, ou no Veículo do Aplicativo.  

Viva o Rock !    

Baú do Rock