Guitarrista do Queen, Brian May, faz carta declarando a importância dos Beatles na sua vida.

A carta foi escrita recentemente para a revista britânica Classic Rock Magazine

Brian May. – foto de divulgação

Que o quarteto de Liverpool, The Beatles, é referência diretamente ou indiretamente para todo mundo no meio musical, não é nenhuma novidade. Declarações de amor ao grupo de John, Paul, George e Ringo vindas de outros artistas é algo de certa forma, e merecidamente, comum, mas o guitarrista do Queen foi além de um mero elogio.

Há cerca de uma semana, Brian May escreveu uma carta para a revista britânica Classic Rock Magazine onde demonstrou todo seu amor e reconhecimento pelo fab four. Segue abaixo a tradução da carta:

“Eu não tinha permissão para assistir os shows dos Beatles era criança. Meus pais achavam que os shows de pop eram frequentados pelo grupo errado de pessoas. Então, eu nunca consegui ver o maior o maior fenômeno do século 20 ao vivo. No entanto, a partir do momento que ouvi no rádio ‘Love Me Do’ eu sabia que os caras eram mágicos. Eles deram voz à minha alegria e angústia escondidas quando era adolescente e estava sofrendo para entrar no mundo dos anos 1960. É impossível duvidar que a combinação dos quatro rapazes fosse única, uma peça mágica em um milhão – o grupo de rock perfeito para inspirar todos os outros e reescrever o quadro, não apenas da música popular, mas de toda a cultura dos jovens. Apesar disso, com o passar dos anos ficou aparente que John Lennon estava no coração de todo esse poder incrível. Ao lado do amigo e gênio melódico Paul McCartney, o emergente fogo espiritual de George Harrison e, sem dúvida, o baterista mais original de sua época Ringo Starr, era Lennon que manteve os Beatles firmemente fora do comum e nos extremos da criatividade perigosa. Não há espaço suficiente aqui para narrar todas as obras de Lennon, mas ouça ‘Tomorrow Never Knows,’ ‘Lucy in the Sky With Diamonds,’ ‘I Am the Walrus’ e ‘Strawberry Fields Forever’ e depois me diga que você não se surpreende. Nunca algo como como esses trabalhos foi realizado em toda história. Lennon, de um adolescente menos que glamuroso com um chip no ombro, transformou-se no cara mais legal do mundo. Ele era legal o suficiente para escrever uma das maiores músicas de pop adolescente de todos os tempos (na minha humilde opinião) ‘I Want to Hold Your Hand’; para adotar a psicodelia e conseguir torná-la válida na música; para sair dos Beatles quando sentiu tudo se tornar um jogo superficial do qual não queria fazer mais parte; e depois de colocar todo o seu ser ao promover a paz no trabalho solo e produzir os melhores, mais ousados e reveladores discos já feitos, os quais incluem músicas como ‘Jealous Guy,’ ‘God’ e o hino imortal da humanidade ‘Imagine.’ Para todos nós musos da pós-revolução, Lennon é e sempre será isso.”

Baú do Rock

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