Dave Grohl: “Foo Fighters é uma banda de tiozões”

Em primeiro lugar, muito obrigado por clicar no link e vir ler a matéria e entender a história, uma vez que é difícil passar toda a informação em uma manchete de 8 a 10 palavras. Aliás, me impressiona a quantidade de gente que deduz todo o conteúdo baseado no título de um post e já malha os autores nos comentários, ainda mais quando a notícia fala de alguém como Dave Grohl; tenho muita inveja dessa gente (#sqn ahahahaha).

Mas fato é que “dad rock” é um termo em inglês para definir bandas mais clássicas, com sucessos há mais de 20 anos, como é o caso do Foo Fighter, e alguns críticos americanos já associam a banda á essa característica. “Learn ot Fly” e “My hero”, por exemplo, já estão andando na boléia do caminhão da banda por 20 e 22 anos, respectivamente. E eu usei minha liberdade poética para traduzir isso para “banda de tiozões”, que foi o mais próximo que achei para descrever “dad rock” em português.

Bom, dirá você, incauto leitor, “opinião de críticos de música e cocô de neném tem a mesma improtância para mim e acho o Foo Fighters muito mais do que isso”. Concordo com vocês! Mas acontece que o simpaticíssimo Dave Grohl deu uma entrevista a um popular canal de podecasts nos EUA, “Good for your Podcast”, da Whitney Cummings (que é quase tão bom quanto os fodecasts do Baú, como esse, por exemplo: http://baudorock.net/podcast/resumo-da-semana-18-a-22-11-2019/), que trouxe esse tema para discussão. A resposta de Dave Grohl veio ao melhor estilo Dave, ou seja, na maior “de buenas” do mundo: “Você fala sobre todo esse agito de “dad rock”? Nós somos isso, total e literalmente”, disse o cantor. “Veja, tenho quase 50 anos, cabelos brancos, somos todos pais… e sabe o que mais? Eu, particularmente, nunca achei o Foo Fighters uma banda descolada”. O podcast completo, em inglês, pode ser visto aqqui: https://www.youtube.com/watch?v=5V-iI1OXATc

Dave Grohl ainda reforça dizendo que, quando criaram a banda, havia uma tendência, no cenário do rock,  em misturar o rap e metal para buscar uma nova confiuração para o gênero, mas o Foo Fighters queria se manter fiel àquilo que gostavam e acreditavam. “Nunca quisemos fazer esse estilo de banda “legalzinha”, e acho que a razão pela qual ainda estamos aqui é porque conseguimos nos desconectar das modinhas e fazer aquilo que mais gostamos de fazer, e foda-se o resto”.

Mas a verdade é que o Dave Grohl é, provavelmente, um dos caras mais descontraídos e legais entre os músicos de hoje, e os shows do Foo Fighters são sempre carregados de diversão, com público subindo ao palco, improvisações e outras coisas legais (veja essa matéria do Baú, por exemplo: http://baudorock.net/2019/05/dave-grohl-vira-musico-de-rua/. Mas isso ocorre pela sua própria personalidade, que vem de forma natural e sincera. Dave ainda encerra com uma mensagem bem forte: “Sinceramente, eu só quero tocar! Depois de ver muitos dos meus amigos nos deixarem tão cedo, eu só quero estar vivo e tocar música e, de verdade, não me importo se somos “descolados” ou “legaizinhos””.

E para vocês, Dave Grohl está certo? Melhor ser uma banda de tiozões e arrastar multidões ou querer ser descolado e perder a essência, vender sua alma para o status quo?

Baú do Rock

About the Author: Luiz Totti

Avatar