“Fala sério” surge como música para a nova Safra do Rock Nacional!

Lançamento Oficial
Lançamento Oficial

Atualmente, uma ampla fatia da sociedade, diz que o Rock, seja nacional ou “importado” está as mínguas, em tratamento intensivo na UTI para não sucumbir e desaparecer da cena.  Os mais radicais, dizem que morreu mesmo. Recentemente tive a oportunidade de participar de uma coletiva de imprensa a qual Marcelo Pompeu (korzus) abordou esse tema, ele apresentou números expressivos que justamente indicam o oposto do pensar enraizado na massa, afinal o Brasil é um dos países que encabeçam a lista com maiores seguidores do Rock and Roll, afinal, onde está o problema? Pompeu foi enfático, está na desunião das próprias bandas, que não se apoiam, não se prestigiam e, (lacuna de silêncio) não se patrocinam. Houve um coro por parte dos jornalistas presentes, inclusive eu, pois esse assunto é tratado como tabu, e tem que ser extirpado, para que o rock recupere décadas de atraso, se alguém cutucou uma ferida antiga, que a suturem logo! Feridas abertas sim, levam a morte.

Fabio Mozer com a Banda Segundo Início.
Fabio Mozer com a Banda Segundo Início.

Com as palavras do Pompeu martelando na minha consciência, recebi uma pauta da redação do Baú, para acompanhar o novo trabalho da Banda Segundo Início, e contextualizar o resultado para vocês, e sim, Segundo Início ou 2IN são aqueles “peladões” da música Verdade nua e crua,  que inclusive, tem uma resenha desse trabalho que você pode conferir neste link.  Poderia ser apenas mais uma pauta para o currículo, daquelas que o deixam mais robusto, no que tange a produtividade, mas,  para minha surpresa, não foi, tive o privilégio de acompanhar os bastidores de criação até, como dizem os magos da edição, a “renderização” final do clipe, para ser lançado nas mídias sociais, aquele momento semelhante aos pais que deixam um filho sair a primeira vez sozinho para o mundo, stress e adrenalina a mil por hora, ansiedade na estratosfera (seja ela plana ou redonda, risos) preocupação com o retorno para casa, no caso do clipe, a aceitação do público, e nas primeiras horas pós lançamento,  já haviam 50 mil acessos no youtube, e mais de 100 mil na fan page oficial do Baú do Rock que tem engajamento em abrir espaço para novas bandas,  (até o fechamento dessa matéria o número estava próximo de 200 mil.)

Um clipe muito bem dirigido, e apesar da banda não revelar o orçamento para produzi-lo,  podemos ter uma estimativa, afinal, a mesma câmera que filmou homem aranha, estava no set. (tecnologia me atrai também)  o Rock pode até estar na Uti para Alguns, mas se tem alguém que entende bem de Uti, é o Paulo, vocalista, que divide os palcos com seus plantões médicos, e na entrevista para gravação do nosso Podcast, vi o mesmo lampejo de luz que emanava dos olhos do Pompeu, vindo do olhar do Paulo, ao responder sobre as dificuldades de se fazer um trabalho da envergadura da atual música, “fala sério”, “- Fábio, faço tudo pela música, porque amo o Rock, e ele merece seu espaço no cenário nacional”  relatou Paulo, com uma expressão sisuda de quem quer fazer as pedras rolarem novamente, e retirar o limo acumulado entre elas! E eu como jornalista, admirador do Rock, tentarei fazer que esses discursos (Pompeu e Paulo) sejam uníssono, e se tornem o norte da bússola Rock and Roll,  guiando as bandas bem como o Rock para o futuro! 

 ...a mesma câmera que filmou homem aranha, estava no set.
…a mesma câmera que filmou homem aranha, estava no set.

Para Pensar no futuro, temos que habilmente, conversar com o passado, sempre tive essa opinião,   e o conjunto da obra que envolve a nova Música do 2IN, fala com o  passado, presente e futuro de uma forma bem descontraída e contemporânea,   sem estereótipos, os atores no clipe destituídos daquele velho apelo midiático que a banda não suporta,  tudo o que público jovem adora, um êxodo desse, só presenciei com o saudoso Chorão e sua música Te levar daqui, que emplacou no ano de 1999 a abertura de uma novela teen, e foi o tema oficial por sete anos. Fala Sério, está “enigmática”  Tive de assistir o clipe mais de uma vez, (detalhista que sou) além da música, que tem a formula dos grandes Hits, é repleto de elementos no estilo “easter egg” já no princípio você pode contemplar um cartaz do Motley Cruey (banda norte americana,  renomada no estilo Glam Metal, da década de 80) e outras figuras que flertam com a cultura Geek\Retrô durante o clipe, que não vou revelar, para vocês descobrirem e deixar a magia acontecer. 

Minha Pauta, estaria incompleta, se não fosse acompanhar um trabalho deles, longe dos estúdios, e câmeras de filmagem, onde tudo se ajusta, logo, tomei nota de onde seria a próxima apresentação, um local denominado de “o Bar”  situado em Suzano, município da grande São Paulo, essa é a prova de fogo para muitas bandas, pois é difícil disputar atenção com  aquela conversa descontraída entre amigos, petiscos, cerveja etc… cerca de 100 pessoas estavam no ambiente,  e não foi difícil presenciar a irreverência da Banda reter os olhares,  há muito tempo, não contemplava pessoas se levantarem e ir em direção do espaço reservado para a banda do dia, acompanhar de perto, Alan Domingues, o guitarrista, andava pelos corredores, tocando seus Rifs, muitas vezes apenas com uma mão, para interagir com o público, que literalmente surtava  junto do vocalista, com essa habilidade, todos apreensivos esperando um erro, mas até na transição de uma música para outra acontecia naturalmente, como se ele estivesse ao lado da banda, todos eram unânimes, onde está o guitarrista? O Paulo só anunciava a música no mic e la estava o solo iniciando.  Posso estar tremendamente equivocado, mas creio que ele seja admirador do mestre, Jimmy Hendrix, e tenta homenageá-lo em sua apresentação, se eu estiver certo, creio que receberia sem dúvidas a “benção Hendrix” sobre sua bela Fender bege com tons de preto!  

Para encerrar a reportagem, convidei a banda para um podcast, (você pode ouvir no link dessa matéria)  gravado em local a escolha deles, com perguntas sem previa, ou release enviado para assessoria, e que o bate papo tivesse a presença de uma amiga de mídia, a Ana Trettel, fundadora do Canal “Cria do Rock” especializado em Rock Autoral, para que houvesse uma provocação saudável, e obviamente, uma crítica além da minha, o resultado não poderia ser mais satisfatório, a Ana promoveu um “esquenta” antes da gravação, com perguntas sobre as composições, ideais da banda, engajamento com o cenário, material  que em breve irá divulgar em seu canal, isso deixou os jovens “afiados” e despojados para proporcionar respostas mais próximas da realidade, e distante dos formatos convencionais. Inovar é preciso meus amigos Bauzeiros, que todos tenham o mesmo esmero do 2IN no trato com o nosso Rock and Roll, vamos tornar nossos paradigmas e estereótipos em uma vidraça, e com a mesma atitude dos Rocker´s do passado, deixa-la em estilhaços, abrindo o caminho para a nova safra, seja ela de bandas ou fãs, do velho rock,  bem como do novo, enfim encerro com uma reflexão, pra você, o Rock Morreu? Ou está renascendo? Permita-se!  Nos encontramos por ai, seja na esquina da vida, ou na virtual, não importa.

Viva o Rock.

Baú do Rock