Stairway to Heaven: a verdade por trás da letra

Uma devida Explicação

Não são poucos os que se perguntam o que estaria por trás das letras criadas pelos nossos grandes roqueiros, mas são pouquíssimos os que sabem a verdade verdadeira por trás das criações mais belas do Universo do rock. Por anos guardei segredos que adquiri ainda muito jovem lá na pequena cidade de Mairinque, que foi, durante muito tempo, ponto de visualização e encontro com seres de outros planetas, em especial na pedra grande, na parte mais alta da cidade, ao lado da Prefeitura. Foi lá que conheci Jawffidtt, um ser de 66,6 cm de altura, olhos vermelhos e sorriso largo no rosto e que trazia, após cada anoitecer que porventura nos encontrássemos, histórias sobre como sua civilização influenciara a composição dos grandes clássicos do rock. Sim, senhoras e senhores, foram eles, os lupetoquianos quem entram nas cabeças de nossos ídolos e os fazem criar as mais belas canções, e agora recebi autorização para contar para vocês. Hoje vou contar a história de “Stairway to Heaven”, obra prima do Led Zeppelin, composta com a ajuda dos lupetoquianos que influenciarm rockeiros em diversos países, pois usavam da linguagem lúdica e silenciosa, buscando, no interior dos magos da música o que eles tinha de melhor para oferecer.

mairinque
Pequeno morro com as pedras, ponto especial para os encontros. Ao fundo, a Prefeitura

O Chá mágico da tarde

Se não me engano era uma Quinta feira à tarde de um outono frio, e Robert estava sentado na varanda de trás de sua casa, tomando o tradicional chá inglês, xícara de porcelana branca com detalhes em azul nas mãos, um “bishcoitinho” no pires coberto por uma toalhinha de crochê feita pela sua avó para o enxoval da filha. Sentia falta de Jimmy, seu melhor amigo e que havia ido em uma viagem para os campos de tulipas floridos da Holanda, próximo a Amsterdan, um passeio de barco rápido mas que adoravam fazer.

O sol do Outono não vai a pico, ele circunda a linha do horizonte, iluminando e aquecendo sem queimar, mas com um âgulo que atinge os olhos diretamente. Isso fazia com que Bob franzisse sua testa para observar a pequena montanha que se erguia a partir da divisa de sua casa, com direção ao centro da vila. O céu estava limpo, aquele azul maravilhoso do outono, que parecia se misturar com os detalhes da xicara do enxoval da sua mãe, e a coluninha de vapor subia de seu chá que, incrivelmente, estava frio, o que intrigou muito ao jovem bretão. Pousou a xícara sobre a mesinha de madeira do século XVII, mordeu um “bishcoitinho” e se pôs de pé, para esticar as pernas e estralar a coluna, hábito que adquirira há muito tempo… mas não conseguiu terminar sua tarefa.

Xícara que testemunhou esse momento histórico

Stairway to Heaven (A escada para o céu)

Com um olhar estático, olhando diretamente para o sol, notara que o vapor que saíra de seu chá não estava se dissipando, mas ia se solidificando (ou pelo menos era isso que parecia), na encosta verdejante  ao fundo do seu quintal. Mais impressionado ainda ficou quando percebeu que as pequens nuvenzinhas, se é que assim poderíamos chamá-las, se agruparam e começaram a criar uma forma que ele imediatamente reconheceu: uma escada. Mas, mais do que isso, parecia haver uma movimentação aos pés da escada, porém o sol em seus olhos não permitia que ele pudesse perceber o que estava havendo.

Com passos relutantes desceu os três degraus, madeira corroída pelo tempo e se pôs a caminhar pelo gramado verde que adquirira a textura de um veludo; como Plant nunca havia notado isso antes? Passou a deslizar, como se patinasse, vento no rosto e cabelos esvoaçantes até chegar ao pequeno córrego de águas cristalinas, com pedrinhas reluzentes ao fundo, ultrapassando-o com um salto triplo carpado. Ao aterrisar, viu se descortinar à sua frente uma cena da qual ele jamais se esqueceria: seu chá havia gerado uma quantidade de vapor sólido suficiente para que se formasse uma escada para o céu. Ainda mais surpreendente era aquela garota, de olhos verdes e sardas ao redor de seu fino nariz, cabelo preso na nuca, que achava que tudo o que brilhava era ouro, discutindo com um pequeno ser de olhos vermelhos querendo comprar a escada que a levaria ao céu.

Ela, que acreditava piamente que as palavras têm dois sentidos, sempre conseguira o que desejara e nunca abandonara um plano, não parecia disposta a desistir agora. Plant então, olhou para o Oeste e viu a fumaça saindo do meio do bosque, enquanto os espíritos choravam as dores de nunca terem existido e decidiu subir os degraus da escada para o céu. Agarrou a ruiva garota pelas mãos e a puxou forte, fazendo com que seu cabelo se soltasse e caísse sobre suas costas e, de mãos dadas, foram subindo, degrau por degrau para o céu. Ao subir, foram descobrindo coisas lindas e que jamais poderiam imaginar: o vento cantando, suas sombras maiores que suas almas, flores em cores e formatos inusitados, pássaros de 4 olhos e 8 asas (que na verdade era um polvo voador), casais se beijando à distância, ela chegou a ver até um sinarzinho no meio do céu.

Escada para o céu
Todos as escadas levam ao céu

A sincronia com Jimmy

Plant quis muito abraçar à sua companheira de viagem, então fechou os olhos e deixou o vento bater em seu peito, já sem camisa, apesar do frio intenso. Sentiu-se em paz e sentiu o vento parar, os aromas sumirem e passou a sentir frio. Ao abrir seus olhos, estava sentado no terceiro degrau da escada, ao longe a ruiva e o lupetoquiano acenando suas mãos em uma feliz despedida. Olhou para trás, viu sua blusa no chão, um pouco do chá derramado sobre ela e, ao voltar seus olhos para a montanha, já não havia nada mais. Entrou em casa e, da biblioteca de seu pai, sacou um pequeno bloco de notas e anotou umas poucas palavras sobre o que tinha acabado de presenciar: “there is a lady…”. No mesmo momento, deitado nú nos campos de tulipas, Jimmy tocava um violão imaginário, criando uma das introduções mais belas da história do rock. Confesso que achei uma baita conicidência. Semanas depois, eles se econtraram, contaram suas experiências um ao outro e, sob a inspiração dos lupetoquianos, compuseram um dos mais lindos clássicos do universo do rock, Stairway to Heaven

campo de tulipas
Acho que dá para ver um sinarzinho do Jimmy ali deitado, ó….

A revelação

Essa história é 99% verdadeira e me foi anunciada por Jawffidtt, não por palavras ou livros, mas por projeção, com as imagens sendo exibidas nas copas das árvores atrás das paredes da Prefeitura de Mairinque, folhas de eucalipto que se davam as mãos para formar uma grande tela, num exemplo de trabalho em equipe exemplar, mudando de cores para se adequar ao momento do filme que assistia. Não guardei registros pois não gravei nem fotografei: tudo o que levava para esses encontros eram meus olhos e meu coração, abrindo meu livro imaginario de memórias para o que eu iria ver.

Ouça o clássico Stairway to Heaven aqui: https://www.youtube.com/watch?v=xbhCPt6PZIU

E leia mais a história real da letra “O dia em que a terra parou” aqui: http://baudorock.net/2019/11/raul-seixas-recebeu-influencia-extra-terrestre-para-compor/

Baú do Rock

About the Author: Luiz Totti

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