The Number of the Beast: a verdade por trás da letra

Estamos de volta com mais uma edição de “a verdade por trás das letras”, uma explicação real e verdadeira sobre a inspiração para a conmposição dos grandes clássicos de nosso rock and roll. Hoje trago para vocês, de acordo com as instruções recebidas, a verdadeira inspiração dada a Steve Harris para a composição de The Number of the Beast.

Uma devida explicação

Não são poucos os que se perguntam o que estaria por trás das letras criadas pelos nossos grandes roqueiros, mas são pouquíssimos os que sabem a verdade verdadeira por trás das criações mais belas do Universo do rock. Por anos guardei segredos que adquiri ainda muito jovem lá na pequena cidade de Mairinque, que foi, durante muito tempo, ponto de visualização e encontro com seres de outros planetas, em especial na pedra grande, na parte mais alta da cidade, ao lado da Prefeitura. Foi lá que conheci Jawffidtt, um ser de 66,6 cm de altura, olhos vermelhos e sorriso largo no rosto e que trazia, após cada anoitecer que porventura nos encontrássemos, histórias sobre como sua civilização influenciara a composição dos grandes clássicos do rock. Sim, senhoras e senhores, são eles, os lupetoquianos que entram nas cabeças de nossos ídolos e os fazem criar as mais belas canções, e agora recebi autorização para contar para vocês.

A hisória hoje é sobre um dos grandes clássicos do Iron Maiden, The Number of the Beast, e como Steve Harris recebeu a luz lupetquiana para compor essa maravilha do rock, eles que influenciaram rockeiros em diversos países, pois usavam da linguagem lúdica e silenciosa, buscando, no interior dos magos da música, o que eles tinha de melhor para oferecer.

mairinque
Pequeno morro com as pedras, ponto especial para os encontros. Ao fundo, a Prefeitura

A Besta e Steve Harris

Stephen Perci Harris era um menino muito inteligente, educado e comportado, que gostava de tocar violão à beira do penhasco que se projetava mar adentro na costa da Inglaterra, de onde quase se podia ver a Europa continental. Sempre sonhara com o dia em que seus riffs poderiam conquistar não somente a pequena ilha do mar norte, mas o mundo inteiro, e o vento em seu rosto ao observar as ondas lhe davam essa certeza. As pedras da ilha eram lindas, em formas e em sons que produziam quando o gélido vento do norte passava por entre suas feridas e cicatrizes, marcas do tempo, cantando músicas que somente ele podia ouvir. Eram também o fim das tentativas das ondas de invadirem a terra seca, iradas e revoltadas, criando sons pesados ao bater no paredão, ressonando como um tambor gigante. Com os olhos fechados, dedilhava melodias acompanhando o ritmo das ondas e o doce assovio do vento. Isso era tudo o que o menino Steve que ali buscava o conforto que seu coração não encontrava, tímido por natureza, silencioso por escolha.

Penhascos Britânicos de onde Steve teve a anunciação
Penhascos Britânicos de onde Steve teve a anunciação

Foi num dia 13 de Outubro, sexta feira de lua cheia, lua em inglês alinhada em grego, na terceira casa do chinês simplificado que Harris encheu sua garrafinha com suquinho de ervas virgens, receita caseira recomendada por um amigo de uma outra banda inglesa e foi para a beira do penhasco. Chegando lá, notou que as gaivotas estavam voando em silêncio, o som do vento por entre as pedras estava diferente, e as ondas mais frenéticas do que jamais havia visto. Sem entender o que estava acontecendo, tomou mais um pouco daquele suquinho azulado e sentou-se na pedra-plataforma, balançando suas pernas sobre o mar que, abaixo de seus pés, parecia pedir socorro. As cordas nervosas de seu violão ressoavam em direção ao mar.

A revolta dentro do oceano

Olhar fixo no horizonte, cabeça a mil, pensando no apocalipse que o pastor pregara no dia anterior durante o sermão matutino que era obrigado a atender. Não entendia bem do assunto, pois estava sempre distraído, mas sabia da besta, dos cavaleiros e do número 666, que quando pronunciado em voz grossa e lenta trazia a Harris sentimentos horríveis e arrepios na coluna. Com esses pensamentos em espiral em sua cabeça, ele percebe um movimento estranho no meio do oceano: bolhas, gases e pequenas erupções nas cores do arco íris formavam uma nuvem em formato de unicórnio que, aos poucos, foi se transformando em um pequeno ser verde de olhos vermelhos.

Aquele pequeno Globin (como Harris mentalmente o chamara), veio andando sobre as águas em direçao a Steve até chegar a ponto de tocar o dedinho de seu pé esquerdo, aquele que havia quase arrebentado no pé da mesinha de centro. Steve nem se mexeu quando aquele extra terrestre se sentou ao seu lado e tomou um gole do suco de ervas, quase um chimarrão azul, e juntos ficaram contemplando a evolução daquela situação.

As ondas solidificaram, o vento parou, o céu se fechou em raios e trovões ruidosos enquanto a água do mar se abria e, de dentro daquele buraco, surgia uma criatura com chifres apontando para o céu, olhos roxos de onde saiam faíscas amarelas, uma espuma branca escorrendo pelos cantos de uma boca repleta de ganchos e anzóis (tentativas frustradas desde o tempo dos Vikings de tentar capturá-la), dentes quebrados enfileirados e uma cicatriz no meio da testa de onde escorria lava e o fogo explodia em labaredas. E Harris reconheceu, nas cicatrizes, o número 666… era a besta que ele tanto temia, se materializando em frente aos seus olhos.

Foto de dave sandford
Momento em que o Oceano se abria diante de Harris

Six Hundred and Sixty Six

Não teve a menor dúvida: deu um chega prá lá no seu amigo de chá e saiu correndo o quanto pode em direção à sua casa sem nem sequer olhar para trás, apenas ouvindo o repetido mantra emitido com aquela voz gutural da criatura do fundo dos infernos “its number is Six Hundred and Sixty Six… its number is Six Hundred and Sixty Six…”. Nesse momento Harris tropeçou e se quedou inconsciente, a garrafa do suquinho firme em sua mão direita, enquanto a mão esquerda se agarrava a uma pedra do chão. Sua última visão foi a de um avião com um desenho de uma caveira gigante voando em sua direção, com as iniciais DB estampadas em suas asas e no crachá do piloto. Premonição? 

Imagem do spitfire sobre planície inglesa
Avião que Steven viu antes de desmaiar. DB seria Dickson, Bruce?

Não é claro quanto tempo demorou para Steve acordar, mas quando o fez, percebeu que estava no quintal de seu vizinho, com a mão esquerda cheia de folhas azuis de ervas transgênicas de uma planta trazida de Amsterdan, na Holanda. Colocou a mão em seu bolso e viu que seu bloco de anotações ainda estava ali, mas havia perdido sua caneta. Notou um machucado em seu joelho e, com seu próprio sangue e um galho seco, anotou tudo sobre o que vira, fechando a página com o bordão que transformaria sua vida: “e seu número é Seiscentos e Sessenta e Seis”. Anos depois, ele e seu Iron Maiden lançariam uma das mais notáveis músicas de todos os tempos na história do rock, e, agora, todos sabemos que foi inspirado pelos lupetoquianos e sua visão à beira do penhasco.

A anunciação

Essa história é verdadeira e me foi anunciada por Jawffidtt, não por palavras ou livros, mas por projeção, com as imagens sendo exibidas nas nas asas das gaivotas que se juntaram no topo das copas das árvores atrás das paredes da Prefeitura de Mairinque, formando uma tela branca imensa onde foi pintada, para mim, essa história. Não guardei registros pois não gravei nem fotografei: tudo o que levava para esses encontros eram meus olhos e meu coração, abrindo meu livro imaginario de memórias para o que eu iria ver.

Veja aqui The Number of the Beast ao vivo em 1982: https://www.youtube.com/watch?v=CamAhPeYoC8

Para ler outras histórias sobre letras de clássicos do rock, acesse os links abaixo:

Stairway to Heaven: http://baudorock.net/2020/05/stairway-to-heaven-a-verdade-por-tras-da-letra/

O dia em que a terra parou: http://baudorock.net/2019/11/raul-seixas-recebeu-influencia-extra-terrestre-para-compor/

Baú do Rock

About the Author: Luiz Totti

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