Bohemian Rhapsody: a verdade por trás da letra

Estamos de volta com mais uma edição de “a verdade por trás das letras”, uma explicação real e verdadeira sobre a inspiração para a composição dos grandes clássicos de nosso rock and roll. Hoje trago para vocês, de acordo com as instruções recebidas, a verdadeira inspiração dada a Freddie Mercury para a composição de Bohemian Rhapsody.

Uma devida explicação

Não são poucos os que se perguntam o que estaria por trás das letras criadas pelos nossos grandes roqueiros, mas são pouquíssimos os que sabem a verdade verdadeira por trás das criações mais belas do Universo do rock. Por anos guardei segredos que adquiri ainda muito jovem lá na pequena cidade de Mairinque, que foi, durante muito tempo, ponto de visualização e encontro com seres de outros planetas, em especial na pedra grande, na parte mais alta da cidade, ao lado da Prefeitura. Foi lá que conheci Jawffidtt, um ser de 66,6 cm de altura, olhos vermelhos e sorriso largo no rosto e que trazia, após cada anoitecer que porventura nos encontrássemos, histórias sobre como sua civilização influenciara a composição dos grandes clássicos do rock. Sim, senhoras e senhores, são eles, os lupetoquianos que entram nas cabeças de nossos ídolos e os fazem criar as mais belas canções, e agora recebi autorização para contar para vocês.

A hisória hoje é sobre Bohemian Rhapsody,  um dos grandes clássicos do Queen (e da história da música mundial), e como Freddie Mercury recebeu a luz lupetoquiana para compor essa maravilha do rock. Lupetoquianos que influenciaram rockeiros em diversos países, pois usavam da linguagem lúdica e silenciosa, buscando, no interior dos magos da música, o que eles tinha de melhor para oferecer.

mairinque
Pequeno morro com as pedras, ponto especial para os encontros. Ao fundo, a Prefeitura

Por trás do templo

– Farrokh! Farrokh!

Gritos de uma mãe notadamente irritada ecoavam pelas ruas de Stone Town, a cidade de pedra, cenário que parecia uma pintura realista com suas cores e traços milenares, pinceladas de não apenas um, mas dezenas de deuses. Proporcional ao silêncio que a respondia, o medo, a ansiedade e a ira aumentavam dentro da alma aflita de Jer Bulsara, correndo por entre os becos, sob as pontes e nos campos abertos do vilarejo atrás de sua cria que se recusava a arrumar as malas, pois não queria mudar-se para a Inglaterra.

Mas Farrokh não a reponderia! As ruas estreitas eram como artérias de um sistema circulatório complexo, fundindo-se em pequenas praças ou desaparecendo em guetos fechados, templos religiosos ou cabarés disfarçados de enfermarias. Por trás do grande templo, porém, escondida entre troncos caídos e folhas velhas, havia uma pequena picada, forrada de pedras, barro e galhos pontiagudos que desaparecia na pequena mata, verde como nunca, alimentada que fora pelas monções, sagrados banhos que purificavam a alma. Ao final dessa estrada, uma fenda minúscula na montanha abria-se a uma enorme caverna, forrada com estalactites e, por ali, se metera o esguio Farrock, corpo construído sob medida para aquela pequena abertura, levando em suas mãos uma pequena marmita com pão com queijo e um incenso de ervas que sempre acendia quando em seu refúgio contra os poucos dias em que não se encontrava em si mesmo. E naquela semana, especificamente, estava mais perdido do que nunca.

Bohemian Rhapsody
Entrada da Caverna onde Farrokh buscava sua paz interior

A resposta da caverna

Aprofundou-se na caverna até chegar na grota profunda, uma pequena lagoa à beira da qual se sentava e ficava a observar seu reflexo nas turbulências da água causadas pelas gotas que pingavam dos estalactites. Às vezes atirava pedras para o alto para ouvir o som que faziam: as menores produziam um som agudo, as maiores, um som mais grave… Farrokh sempre repetia o que ouvia, desenvolvendo suas cordas vocais com alcance de até 4 oitavas! E quanto mais incenso de ervas africanas ele queimava, mais altas iam suas notas. A caverna era também seu oráculo, seu santuário e ali jogava questões, dúvidas e temores à sua sombra, mas nunca recebia nada de volta. Nunca até aquele dia em especial.

Bohemian Rhapsody
O famoso lago (não, não é aquele…) onde Freddie recebeu a inspiração para compor Bohemian Rhapsody

Ao atirar uma pedra por entre a fumaça de seu incenso, já pronto para reproduzir o som, não recebeu nada de volta, a não ser o silêncio… intrigado, abanou com suas mãos trêmulas um pouco da fumaça até enxergar um pequeno homenzinho verde, de olhos vermelhos e um galo na testa, segurando em sua mão direita a pedra, enquanto fazia gestos com a mão esquerda. Olhou para Farrokh e, sem dizer nada, gritou:

– Êeee ôooo,

e ficou esperando resposta, convocando, com gestos de mão, Farrokh a repetir. Na segunda tentativa, teve a recepção que esperava e, por alguns minutos, num jogo de canto e resposta, os dois estabeleceram um diálogo emocionado, profundo e sonoro:

– Êeee ôooo

Êeee ôooo

– Ê ô

– Ê ô

– Êeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ô

– Êeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ô

– Irairairairaô

– Irairairairaô

– All right

Nesse momento, Farrokh se assustou e, sem querer, num momento de desespero e pavor,  atirou a pedra grande que tinha em suas mãos, atingindo o homenzinho verde bem no meio de seus olhos, fazendo com que perdesse o equilíbrio e caísse na água, criando um som que ecoava insistentemente pela caverna, e que a Farrokh soava como Freddie… Freddie… Freddie… Freddie… correu como nunca, driblando as rochas escorregadias, buscando pela fenda, portal de saída daquela loucura toda… olhou para trás e se assustou ainda mais: na fumaça de seu pote de incenso que nem se lembrara de pegar, pôde ver 4 rostos assustadores, com uma luz vindo de baixo e sussurrando: oscaramujo, oscaramujo, oscaramujo… Farrokh quase teve uma parada cardíaca e tensionou tanto seus maxilares que os dentes de cima acabaram se movimentando para fora, criando no menino um sorriso e uma face única, diferente de todos que por ali viviam.  

A fuga

Farrokh saiu da caverna aos trancos e barrancos, completamente sem voz, voou pela cidade, passando pelos templos, pela sua escola, a St Peter’s Boys School, pelas praças até chegar em sua casa e encontrar sua mãe com uma espinheira sagrada na mão pronta para dar a ele uma lição inesquecível. Abortou a missão ao ver os cortes na pele de Farrokh, seus dentes e sua expressão de pânico, e se ajoelhou, implorando uma explicação… mas Farrokh não conseguia falar, deixara todas suas oitavas, sétimas, sextas pelo caminho de tanto medo que teve. Agarrou um papel e uma caneta e escreveu para sua mãe:

– Mama, matei um homem! Dei uma pedrada em sua cabeça, usei força e ele morreu

– Mama, minha vida apenas começou e eu não quero jogar tudo fora. Por favor, mamãe, não chore

Sua mãe, desesperada, o agarrou pela mão e disse ao marido:

– Se não estivermos aqui amanhã, siga a vida

Passando pelos vizinhos, disse “Adeus, todo mundo, nós temos que ir, temos que deixar vocês para trás e encarar a verdade”, enquanto Farrokh anotava tudo isso. Sua mãe olhou para o seu desesperado filho que anotava tudo o que estava acontecendo naquele papel e sugeriu que ele escolhesse outro nome para que a fuga fosse completa… Entre os dentes, com a voz aos poucos retornando ao normal, sussurou: Freddie!

Bohemian Rhapsody
Casa de Freddie Mercury em Zanzibar (Hoje parte da Tanzania, na costa leste Africana)

O nascimento de Bohemian Rhapsody

Junto com seu pai e sua mãe, Freddie chegou à Inglaterra, depois de um vôo turbulento em que ficara com tanto medo que escrevera várias vezes: “mama, eu não quero morrer”.  Toda a sua saga ficou guardada em um diário com o papel onde havia anotado as agruras daquele dia e em sua memória todos os acontecimentos, principalmente os 4 rostos que o encararam na saída da caverna, com o grudento “oscaramujo, oscaramujo” que jamais saíra de sua memória

Um belo dia, algum tempo depois de ter fundado o Queen, estava com a banda em uma casa no meio de uma fazenda, no meio de uma floresta, ao Norte de Londres, para um processo criativo quando, de repente, em meio a uma tempestada, há uma queda de energia e Brian May brinca com uma lantera, iluminando seu rosto ao mesmo tempo em que Roger acendia um incenso de ervas! Aquilo foi um choque para Freddie que murmurou: “isso é a vida real ou será só fantasia”? Todos olharam para ele e ele gritou a plenos pulmões: “oscaramujo, oscaramujo”, correu para o piano, tropeçando no pandeiro e na viola e desesperadamente começou a resgatar suas memórias, juntando todos os pedaços naquela que se tornou na grande obra prima do Queen. E assim nasceu, por influência dos lupetoquianos, mais um clássico do rock: Bohemian Rhapsody

A anunciação

Essa história sobre a Bohemian Rhapsody é verdadeira e me foi anunciada por Jawffidtt, não por palavras ou livros, mas por projeção, com as imagens sendo exibidas nos lombos de uma matilha de lobos que pastava tranquilamente no gramado atrás da Prefeitura de Mairinque, formando uma tela marrom imensa, onde foi pintada, para mim, essa história. Não guardei registros pois não gravei nem fotografei: tudo o que levava para esses encontros eram meus olhos e meu coração, abrindo meu livro imaginario de memórias para o que eu iria ver.

Para mais histórias como essa, clique nos links:

The number of the beast: http://baudorock.net/2020/08/the-number-of-the-beast-a-verdade-por-tras-da-letra/

Stairway to Heaven: /http://baudorock.net/2020/05/stairway-to-heaven-a-verdade-por-tras-da-letra/

O dia em que a Terra parou http://baudorock.net/2019/11/raul-seixas-recebeu-influencia-extra-terrestre-para-compor/

Ficou com vontade de ouvur a música? Clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=vsl3gBVO2k4

Baú do Rock

About the Author: Luiz Totti

Avatar
%d blogueiros gostam disto: